Jesus com seu jeito simples e com palavras simples e precisas fez com que seus ensinamentos permanecessem vivos e divulgados até os dias de hoje, sem alarde, sem efeitos visuais nem tecnologia.
O mestre se valia de parábolas, que são histórias relacionadas à vida cotidiana, para tornar os seus ensinamentos claros tanto para as pessoas mais humildes quanto para os doutores da lei.
A mensagem era para todos. E vamos analisar neste artigo, um ponto especial na oratória do maior comunicador que já passou pelo plano Terreno: a precisão.
Se pegarmos o Evangelho de São Mateus, 22:34-40, veremos que lá consta: “Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: – “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” – Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos”.
Analisemos, pois, esse trecho anteriormente citado.
Veja quão preciso foi Jesus. Deus, por meio de Moisés, entregou a tábua com os 10 mandamentos, dentre os quais estão: não roubar; não matar; não levantar falso testemunho; não desejar a mulher do próximo; não cobiçar as coisas alheias; não cometer adultério; honrar pai e mãe; etc.
O Cristo em um único mandamento reuniu todos os mandamentos, sem precisar apresenta-los um a um. Como assim? Pense comigo: quem ama ao próximo, como a si mesmo, só pode agir de forma correta. Amar como a si mesmo significa que você só pode fazer ao próximo o que deseja que seja feito a você e; não deve fazer ao próximo o que não deseja que lhe seja feito.
Dessa forma, pergunto:
- Você quer ou gostaria de ser ofendido ou criticado? Não? Então, não ofenda nem critique o seu próximo.
- Você gostaria que falassem mal de você ou apontassem seus defeitos e o fizessem perder a credibilidade? Não? Então, não faça isso com o seu próximo (tem muita gente infringindo atualmente esse mandamento para se tornar visível nas redes sociais).
- Você gostaria que alguém lhe tirasse a vida? Não? Então, não tire a vida do seu próximo.
- Você gostaria de ser traído? Não? Então, não traia.
- Você gostaria de ser roubado? Não? Então, não roube.
- Você quer que seus filhos te respeitem? Sim? Então, seja um bom filho e respeite seus pais.
- Etc.
Veja, em um único mandamento Jesus englobou todos os outros. Quanta precisão!
Além de preciso, Jesus foi conciso. Em poucas palavras, Ele indicou a forma de proceder do ser humano. Confira o que mais poderia ser dito, mas encontra-se implícito no mandamento do Cristo: com que direito você exige do seu próximo mais indulgência, uma conduta melhor, mais bondade, mais paciência, perdão, e amor, se você não tem esses procedimentos com ele?
Ao seguir esse mandamento simples e ao mesmo tempo tão “amplo” o ser humano criaria um mundo de fraternidade, justiça e paz. Seria o fim do ódio e das divergências e a criação de um mundo de bondade, união e concórdia.
Além desse mandamento, vejamos outro exemplo do Doutor da oratória, Jesus Cristo. Ao ler o início do versículo anteriormente citado, vimos que o doutor da lei procurou tentar Jesus por meio do questionamento. Como vimos, o Mestre, mais uma vez foi brilhante. Como Ele mesmo ensinou “Bem-aventurados os pacíficos” e, ele deu o exemplo disso. Com muita inteligência emocional, não perdeu a paciência nem esbravejou reclamando que o doutor da lei estava procurando tentá-lo. Ele com sua notória sabedoria, usou da técnica dos sábios, qual seja, a brandura e a calma (inteligência emocional) e em vez de perder a paciência aproveitou a situação para ensinar.
Em um outro artigo, apresentarei outro magnífico exemplo de inteligência emocional e brandura do maior comunicador que já passou pela Terra: Jesus, o melhor professor de oratória!